segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Jestem


Garoto de 11 anos indesejado pela mãe, foge para a margem do rio na cidade polonesa de Chelmno, onde passa a viver como indigente e catador de lixo, tendo como única cúmplice e companhia, uma garotinha que mora nas proximidades. A despeito das dificuldades, o garoto consegue mantér sua dignidade.
Apesar da história passar-se na Polonia, tal realidade infantil pode ser observada diariamente nas ruas das grandes cidades brasileiras.
Filme: Jestem (Eu existo - 2005)
Diretor: Dorota Kedzierzawska

domingo, 27 de dezembro de 2009

Precious



Claireece Precious Jones (Gabourey Sidibe) sofre privações inimagináveis em sua juventude. Abusada pela mãe, violentada por seu pai, ela cresce pobre, irritada, analfabeta, gorda, sem amor e geralmente passa despercebida. A melhor maneira de saber sobre ela são suas próprias falas: "Às vezes eu desejo que não estivesse viva. Mas eu não sei como morrer. Não há nenhum botão para desligar. Não importa o quão ruim eu me sinta, meu coração não para de bater e meus olhos se abrem pela manhã”. Uma história intensa de adversidade e esperança.
Baseado no romance "Push", da escritora norte-americana Sapphire e produzido pela apresentadora Oprah Winfrey, "Precious" foi um dos grandes vencedores do Festival de Sundance, em janeiro. O longa do produtor e diretor Lee Daniels consegue ser ao mesmo tempo tenso, comovente e divertido.

http://www.4shared.com/file/179584476/12372e92/PHBS.html

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Voluntariado

O único compromisso é ajudar. Eles não estão à frente de uma instituição, não criaram nenhum projeto social nem vivem disso. Decidiram, por iniciativa própria, doar parte de seu tempo ou de seu conhecimento para melhorar a vida de pessoas menos favorecidas. Em comum, são profissionais bem-sucedidos que, muitas vezes, abrem mão do convívio com a família e do lazer. Abaixo, seis exemplos de voluntários informais, gente movida por idealismo e sentimento de justiça. Juntos, eles auxiliam perto de 800 pessoas a cada mês, mas rejeitam categoricamente o rótulo de benfeitores. De acordo com a Associação Brasileira de ONGs (Abong), existem 338 000 organizações sem fins lucrativos no país, sendo 27 000 delas no Rio. Não há, porém, pesquisas conclusivas sobre o número de pessoas envolvidas. A ONG Rio Voluntário estima que 1 milhão de cariocas – 17% da população da cidade – desenvolvam hoje algum tipo de trabalho social ou solidário. Que as histórias de alguns deles sirvam de estímulo para mais gente se juntar a esse esforço.


Aulas de autoestima


A ideia inicial era abrir uma turma gratuita em sua própria academia, em Copacabana, para atender alunas sem condições de pagar as mensalidades. Mas a atriz e bailarina Fabiana Valor, 41 anos, percebeu que, se fosse onde elas estavam, poderia ajudar um número maior de crianças. Desde 2005, a ex-estudante do conservatório de dança de Amiens, na França, coordena a escolinha de balé e sapateado da favela Pavão-Pavãozinho, em Ipanema. São seis turmas sob sua responsabilidade, um total de noventa meninas. No início, os primeiros pas de deux eram dados num local improvisado, mas a bailarina se juntou a alguns amigos e conseguiu equipar uma sala com piso de madeira especial e barras. Dois deles, um empresário e um ator, ajudam a pagar o salário de três professores. Os collants e as sapatilhas usados pelas meninas, com idade entre 9 e 17 anos, vêm de doações. "Se surgir um grande talento aqui, ótimo", diz Fabiana. "Mas meu objetivo é aumentar a autoestima dessas meninas."


Empreendedores do amanhã



Turismo e negócios. As duas ferramentas de trabalho do empresário Sávio Neves, 44 anos, servem para ajudar a transformar a vida de moradores de favelas. Uma vez por semana, o diretor e sócio da companhia Trem do Corcovado, administradora da linha férrea que leva ao Cristo Redentor, ruma para a Cidade de Deus, em Jacarepaguá. Lá, onde vivem cerca de 120 000 pessoas, faz palestras sobre empreendedorismo e, sobretudo, sobre as perspectivas de crescimento do setor no qual trabalha, por causa da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. Voluntário da ONG Abrindo Portas, voltada para a profissionalização de jovens, Neves usa seus conhecimentos para conseguir vagas em cursos de formação para aqueles que se interessam pelo assunto. Seu exemplo motivou outros profissionais: em janeiro, representantes do Sindicato dos Guias e do Senac irão ao bairro falar sobre sua carreira. O empenho de Neves em ajudar não para aqui: está em seus planos criar um projeto para abrigar turistas no Dona Marta com a participação da população local.

Arte solidária


Um infortúnio familiar mudou a vida da ceramista Denise Stewart, 51 anos. Primeiro veio a dor: ela perdeu o pai, vítima de câncer, em 1998. Depois, a vontade de ajudar. Com a experiência traumática na cabeça, decidiu fazer algo por crianças com a doença. De quinze em quinze dias, ela recebe em seu ateliê no Jardim Botânico um grupo delas, encaminhados pela Associação Amigos da Infância com Câncer (Amicca), para lições de cerâmica. "Não é fácil. Lido com meninos e meninas debilitados e, às vezes, com a morte", diz Denise. "Ao mesmo tempo é muito gratificante", completa a artista, que criou louças para restaurantes como Zuka, Sushi Leblon e Salitre. Seu empenho não termina nas aulas. Recentemente, montou dois painéis com os trabalhos dos alunos e pôs à venda num evento beneficente. Com a renda, equipou um andar inteiro da Amicca. "Todo mundo tem uma vida estressante, mas se cada pessoa fizer um pouco já será uma grande diferença."


Sinfonias na favela


Poucas pessoas tiveram tantas oportunidades de seguir a vocação quanto Felipe Prazeres, 33 anos. Apaixonado por música clássica, sempre foi incentivado por seus pais, que o colocaram para estudar violino aos 11 anos. A dedicação ao instrumento prosseguiu na faculdade e rendeu frutos: desde 1999, ele é spalla - primeiro-violinista - da Orquestra Petrobras Sinfônica. Nos últimos três anos, aperfeiçoou-se na Academia de Santa Cecília, em Roma, referência em sua área. Ao voltar, em julho passado, tinha um projeto: ajudar pessoas carentes a se tornar instrumentistas como ele. O primeiro passo foi conhecer o trabalho da ONG AfroReggae, no núcleo da favela de Parada de Lucas, na Zona Norte, onde está sendo montada uma orquestra. Com a experiência internacional e um currículo que inclui participações como solista em diversos concertos, Felipe, filho do maestro Armando Prazeres, morto durante um assalto em 1999, dá aulas para três monitores de violino do projeto social. Como padrinho do novo grupo musical, também ficou encarregado de avaliar o desenvolvimento da meninada. Já descobriu que talento ali não falta.


Lição de vida

A professora de português e literatura Teresa Cruz, 29 anos, já se acostumou com o espanto dos amigos quando conta detalhes sobre o seu trabalho social no Complexo da Maré, o maior aglomerado de favelas do Rio, encravado entre a Avenida Brasil e a Linha Vermelha. "Você vai para lá sozinha, de carro e à noite?", perguntam, surpresos. Sim, ela vai. Formada em letras pela UFRJ e com mestrado na área, a educadora dá aula a quatro turmas em um curso pré-vestibular da favela Nova Holanda. Com o reforço, estudantes carentes aumentam as chances de entrar em uma universidade pública. "Tenho vontade de ajudar o próximo", explica a professora, contratada do colégio particular Qi e do Centro Federal de Química, no Maracanã. Na Maré, seus alunos vão do adolescente ao senhor que nunca teve tempo para estudar. "Eles não estão aqui por obrigação, e sim pela vontade de aprender."


Doutor em caridade



Com cinquenta anos de profissão e uma lista de pacientes tão extensa quanto fiel, o ginecologista Newton Vianna Albuquerque, 74 anos, poderia descansar sobre os louros conquistados. No entanto, ele não pensa assim. Todas as quartas-feiras, fecha o consultório, em Botafogo, e atende gratuitamente no ambulatório da Igreja São Francisco de Paula, na Barra. Recebe até oito pacientes numa tarde. A rotina se repete há catorze anos. Numa pequena sala, faz exames preventivos e dá orientações. Quando identifica algum problema que foge de sua área, encaminha a paciente a outro colega voluntário na igreja ou a algum amigo na rede pública de saúde. Experiência e conhecimento não lhe faltam. O doutor Newton trabalhou durante duas décadas no Hospital Miguel Couto e chefiou os serviços de ginecologia do Hospital Salgado Filho e do Instituto Fernandes Figueira. "Não há contrato, nada. O compromisso é comigo mesmo", diz. "Atender aqui faz mais bem a mim do que às pacientes."

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Francis Bacon


Este artista irlandês de nascimento, tratou com uma extraordinária complacência alguns temas que continuam a chocar a nossa vida em grupo. As perversões, as fantasias masoquistas, a pedofilia, o desmembramento de corpos, a violência masculina ligada à tensão erótica, as práticas de dissecação forense, a atração pela representação do corpo (um especial fascínio pelos fluidos naturais, sangue, bílis, urina, esperma, etc.) e, no geral, com tudo o que está diretamente ligado à transgressão seja relacionada com o sexo, a religião (são paradigmáticos os seus retratos do Papa Inocêncio X que efectuou a partir da obra de Diego Velázquez) ou qualquer tabu, foram as peças com as quais Bacon construiu a sua visão "modernista" do mundo.

Nasceu em 28 de Outubro de 1909, em Dublin e sofria de asma. Esta debilidade irritava seu pai, um homem rude e violento, que o costumava chicotear para o "fazer homem". Devido a isto Bacon criou um comportamento de oposição a seu pai. Uma infância difícil, que sempre o influenciou na sua arte e lhe inspirou um certo desdém por essa Irlanda de sua infância, tal como Oscar Wilde e James Joyce.

A sua primeira exposição individual na Lefevre Gallery, em 1945, provocou um choque e não foi bem recebida. Toda a gente estava farta de guerra e de horrores, só se falava da "construção da paz" e as imagens de entranhas dos quadros de Bacon, com os seus tons sanguíneos, provocaram mais repulsa do que admiração.

Como homem do seu tempo, Bacon transmitiu a ideia de que o ser humano, ao conquistar e fazer uso da sua própria liberdade, também liberta a besta que existe dentro de si. Pouca diferença faz dos animais irracionais, tanto na vida - ao levar a cabo as funções essenciais da existência como o sexo ou a defecação - como na solidão da morte; representando o homem como um pedaço de carne.












Walled Gardens


Os chamados "Walled Gardens" (Jardins Murados) das Ilhas Britancas, são jardins cercados por altos muros para fins de floricultura e horti-fruticultura em vez de segurança. Essas paredes podem também servir uma finalidade decorativa ou de segurança, mas a sua função essencial naquela zona temperada foi abrigar o jardim do vento e da geada.
O abrigo de parede pode elevar a temperatura ambiente dentro do jardim em vários graus, criando um microclima que permite o cultivo de plantas que não sobreviveria sem modificações no clima local. A maioria das paredes foram construídas de pedra, mas as paredes com revestimento de tijolos, que absorvem e retém o calor solar, também eleva a temperatura contra o muro, permitindo que os pêssegos, nectarinas e uvas possam ser cultivadas nas Ilhas Britanicas.
Os solares tradicionais de um jardim murado, são divididos em quatro quartos separados por caminhos, e um poço ou piscina no centro, remonta aos jardins da Pérsia. O conclusus hortus ou "jardim fechado" da Alta Europa medieval era mais tipicamente delimitada por cercas ou vedações, ou as arcadas do claustro, embora alguma proteção do clima e a animais silvestres foi conferida aos jardins, estes não eram especificamente murados.
Exemplos británicos de elaborar jardins murados incluem Shugborough, Alnwick Castle e Luton Hoo na Inglaterra; Bodysgallen Hall no País de Gales; e Crathes Castle, Drum Castle, Fraser Castle, Cawdor Castle, Myres Castle e Muchalls Castle na Escócia. No Reino Unido, casas de campo também tinha muitos jardins murados, distinto dos jardins decorativos. Eles receberam a sua maior elaboração, na segunda metade do século 19. Muitos destes jardins-de-obra cairam em desuso no século 20, mas outros foram retomadas principalmente para a casa de jardins decorativos, alguns dos quais também produzem frutos, hortaliças e flores para corte.
Entre os ornamentos e plantas mais comuns dos jardins murados estão os canteiros de flores diversas (petúnia, roseiras, lupino, veronica, delphiniums, foxglove, malvas, lirios, agapanto, iris, clematis, mosquitinho), caramanchao de jasmim, cercas vivas de cipreste e tanques de ninféias, mureré e aguapé.




















terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ética e Cidadania nas Escolas



Alunos nas escolas britânicas aprenderão uma nova lição: não bater em mulheres e meninas. Por ano, na Grã-Bretanha, 1 milhão de mulheres sofrem ao menos um episódio de violência doméstica, e 750 mil crianças são testemunhas. A aula estará no currículo obrigatório para crianças a partir de 5 anos. Formar os valores do indivíduo, dar noções de cidadania... é papel da escola ou da família?

Do jeito como as coisas andam, por mais que eu defenda a soberania individual, sou a favor de aulas de cidadania. É um terreno pantanoso. Não se fala aqui da antiga aula de moral e cívica, de assustadora lembrança. Mas de noções de convívio pacífico, não discriminação racial ou sexual, respeito ao meio ambiente, ao vizinho e aos idosos, e alertas para o abuso de álcool, drogas, armas, e contra a violência em casa, no trânsito, na rua, na sala de aula.

Não deveria ser papel dos pais? Ao atribuir à escola parte da responsabilidade pela formação do cidadão, não estaríamos passando atestado da falência da família? Não são os pais que devem ensinar o certo e o errado, de acordo com seus princípios morais e éticos? Teoricamente, sim. Mas, como pais, cumprimos nosso papel? A família moderna – em que pais e mães trabalham dez horas por dia e dedicam pouco tempo aos filhos, ou se divorciam numa velocidade maior do que se casam – é autossuficiente para formar cidadãos responsáveis? A sociedade tem contribuído positivamente para mostrar à criança a fronteira da liberdade que não incomoda o outro? Quando se fala em defesa da cidadania, logo se pensa em sair às ruas e exigir nossos direitos. E os deveres de cada um? Quem é o guardião – precisamos de guardiães?

Uma tragédia ocorrida em Belo Horizonte na quinta-feira demonstra a impotência de famílias que não sabem a quem apelar quando os filhos se viciam e se tornam agressivos. Bruno Guimarães, de 29 anos, que já havia sido internado seis vezes para desintoxicação, foi morto com 12 tiros por três PMs em sua própria casa. Quem chamou a polícia foi o pai. Bruno e amigos consumiam crack e cocaína. Os PMs arrombaram o quarto, e o rapaz atacou um PM com uma faca. Balas de borracha não surtiram efeito, e o PM descontrolado disparou 12 tiros com uma pistola 40. Doze tiros! Fica claro para os pais que chamar a PM para conter um filho drogado não é opção. Não é desse tipo de “guardião” que as famílias precisam.

Teoricamente, caberia aos pais educar seus filhos.
Mas ninguém pode dar conta dessa tarefa sozinho
Podemos criar uma sociedade menos violenta? Dois estudos divulgados na terça-feira, em São Paulo, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelaram que 55% dos jovens dizem ter visto corpos de pessoas assassinadas no último ano. Sabemos que não são as famílias sozinhas, ou as escolas – sem condições de ensinar direito nem português e matemática –, que darão jeito nisso. Falta um foco obsessivo do Estado na educação ampla e irrestrita.

Até que ponto escolas e famílias podem criar uma parceria saudável? Na Grã-Bretanha, pais reagiram ao curso contra a violência doméstica. Uma mãe disse que o governo deveria se concentrar em ensinar as crianças a ler e escrever, e parar de interferir em como os pais criam seus filhos. O primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, disse que “a violência contra mulheres e meninas é uma obscenidade, por isso as escolas tentarão mudar atitudes enraizadas desde a infância”.

Na América Latina, é pior. Um estudo da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) mostrou que a violência do parceiro atinge 40% das mulheres: “De pancadas a ameaças de morte, acompanhadas por forte violência psicológica e às vezes também sexual”.

Até que ponto o Estado ajuda ou prejudica? É contribuição ou intromissão? Complicado. Sou favorável à Lei Seca, à proibição do fumo em lugares fechados, à adoção de uma educação ambiental desde cedo. Sou totalmente contra apostilas e livros com viés ideológico, que santificam ou demonizam personagens históricos para fazer a cabeça da criançada. Também acho abuso injustificável usar escolas laicas para pregações religiosas.

Mas acredito que a criação de uma cultura cidadã é responsabilidade de todos. Pais, escolas, Estado.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Renascence Man - O Gênio de Leonardo Da Vinci


Leonardo di ser Piero da Vinci (Vinci, 15 de abril de 1452 – Cloux, 2 de maio de 1519) foi um polímata italiano, uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico.É ainda conhecido como o precursor da aviação e da balística. Leonardo frequentemente foi descrito como o arquétipo do homem do Renascimento, alguém cuja curiosidade insaciável era igualada apenas pela sua capacidade de invenção.É considerado um dos maiores pintores de todos os tempos, e como possivelmente a pessoa dotada de talentos mais diversos a ter vivido. Segundo a historiadora de arte Helen Gardner, a profundidade e o alcance de seus interesses não tiveram precedentes e sua mente e personalidade parecem sobre-humanos para nós, e o homem em si [nos parece] misterioso e distante.

Leonardo foi educado no ateliê do renomado pintor florentino, Verrocchio. Passou a maior parte do início de sua vida profissional a serviço de Ludovico Sforza (Ludovico il Moro), em Milão; trabalhou posteriormente em Roma, Bolonha e Veneza, e passou seus últimos dias na França, numa casa que lhe foi presenteada pelo rei Francisco I.

Leonardo era, em seu tempo, como até hoje, conhecido principalmente como pintor.Duas de suas obras, a Mona Lisa e A Última Ceia, estão entre as pinturas mais famosas, mais reproduzidas e mais parodiadas de todos os tempos.
O desenho do Homem Vitruviano, feito por Leonardo, também é tido como um ícone cultural, é foi reproduzido por todas as partes, desde o euro até camisetas. Cerca de quinze de suas pinturas sobreviveram até os dias de hoje; o número pequeno se deve às suas experiências constantes - e frequentemente desastrosas - com novas técnicas, além de sua procrastinação crônica. Ainda assim, estas poucas obras, juntamente com seus cadernos de anotações - que contêm desenhos, diagramas científicos, e seus pensamentos sobre a natureza da pintura - formam uma contribuição às futuras gerações de artistas que só pode ser rivalizada à de seu contemporâneo, Michelangelo.

Leonardo é reverenciado por sua engenhosidade tecnológica; concebeu ideias muito à frente de seu tempo, como um helicóptero, um tanque de guerra, o uso da energia solar, uma calculadora, o casco duplo nas embarcações, e uma teoria rudimentar das placas tectônicas. Um número relativamente pequeno de seus projetos chegou a ser construído, durante sua vida (muitos nem mesmo eram factíveis), mas algumas de suas invenções menores, como uma bobina automática, e um aparelho que testa a resistência à tração de um fio, entraram sem crédito algum para o mundo da indústria. Como cientista, foi responsável por grande avanço do conhecimento nos campos da anatomia, da engenharia civil, da óptica e da hidrodinâmica.

Leonardo Da Vinci nunca relacionou-se com mulheres. Em 1476 foi acusado de sodomia; segundo a acusação referente a Leonardo, ele teria tido relações homossexuais com Jacopo Saltarelli, um jovem de 17 anos muito popular à época em Florença como prostituto. Diante, no entanto, da falta de provas concretas que confirmassem semelhante acusação, Leonardo foi absolvido. A biógrafa Elizabeth Abbott, na sua History of Celibacy ("História do Celibato"), argumenta que embora Leonardo fosse homossexual, o trauma do caso da acusação de sodomia condenou-o ao celibato para o resto da sua vida. Já outro biógrafo Michael White, sustenta que o julgamento provocou em Leonardo um sentimento de cautela e defesa em relação às suas relações pessoais e à sua sexualidade, mas não o teria dissuadido de manter relações íntimas com homens tendo continuado a ser um homossexual praticante. Os registos históricos mostram que, depois do julgamento, Leonardo manteve duas ligações de longa duração com rapazes: os seus dois alunos Gian Giacomo Caprotti da Oreno, de alcunha Salai ou Il Salaino, e Francesco Melzi, o filho de um aristocrata de Milão, que se tornou seu aprendiz em 1506, acompanhando-o até o leito de morte.

Leonardo da Vinci é considerado por vários o maior gênio da história, devido à sua multiplicidade de talentos para ciências e artes, sua engenhosidade e criatividade, além de suas obras polêmicas. Num estudo realizado em 1926 seu QI foi estimado em cerca de 180.