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quinta-feira, 29 de março de 2012

Pe Nunes Garcia, o Mozart Brasileiro

O padre José Maurício Nunes Garcia (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1767 – 18 de abril de 1830) foi um compositor brasileiro de música clássica que viveu a transição entre o Brasil Colônia e o Brasil Império. Apesar de conhecido como o Mozart Brasileiro, sua música recebeu mais influência do compositor austríaco Joseph Haydn. É considerado um dos maiores compositores das Américas de seu tempo.

Nunes Garcia era um religioso, mas conhecedor das ideias iluministas, compositor, regente, virtuose do órgão e do cravo, professor renomado, autor de modinhas e, por fim, mestre-de-capela da Sé da cidade (posto mais importante para um músico no Brasil Colônia).

De origem humilde, sua história está entrelaçada a fatos marcantes da história brasileira. No começo do século XIX, o músico mulato atinge estatura intelectual e herda um legado precioso de compositores, mulatos-livres que alcançaram prestígio com a música, como Francisco Gomes da Rocha, Marcos Coelho Neto, Ignácio Parreiras Neves e José Joaquim Emérico Lobo de Mesquita.

Musica: Zemira (Abertura) - composta em 1803 pelo musico carioca Pe José Maurício Nunes Garcia, um dos grandes compositores eruditos do Brasil, seguidor do austríaco Joseph Haydn.

Gravação: Vox Brasiliensis. Direção: Ricardo Kanji

Requiem - Musica composta em 1816 no Rio de Janeiro para os Funerais da Rainha Maria de Portugal e Brasil.

Gravação: Coro Madrigale

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Alma Mahler


Comprei a biografia de Alma Mahler num sebo, não por causa da compositora, mas devido à minha fascinação com um período tão sofisticado artisticamente e intelectualmente da Viena na época. E Alma Schindler viveu intensamente a ocasião, convivendo com inúmeros artistas e pensadores.

Livro: Alma Mahler
Autor: Françoise Giraud
Editora: Rocco
Ano: 1988
Páginas: 186
Tradutor: Ana Maria Chabloz-Scherer
Resenha: O que acontece a uma mulher quando lhe cortam as asas, lhe poribem a ambição pessoal, a realização de seus talentos? É o que Françoise Giroud nos conta nesse livro impressionante através de ma criatura excepcional, Alma Mahler.
A bela e orgulhosa mulher que conseguiu reunir uma coleção de maridos geniais - Mahler, o compositor, Kokoschka, o pintor expressionista, Walter Gropius, o arquiteto e Franz Werfel, o escritor - foi cruelmente mutilada quando se iniciava na arte de compor. Restou-lhe, apenas, uma arte para cultivar: a arte de ser amada.

No vídeo abaixo, cenas da vida de Alma Mahler musicado por um "Lied" composto pela própria.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Philippe Jaroussky

Philippe Jaroussky (né le 13 février 1978 à Maisons-Laffitte) é um contratenor francês especializado em Música Barroca. Estudou violino, piano, harmonia e contraponto no conservatório de Versalhes.


terça-feira, 3 de maio de 2011

Solte a Franga (antes que seja tarde)

Te mandam para uma guerra no quinto dos infernos (Afeganistão). Voce pode estar na iminência de ser despedaçado por um míssil taleban. Faça alguma coisa antes que seja tarde demais : Solte a franga e curta a vida. É isso que os milicos norte-americanos vem fazendo nas bases do Afeganistão.
Enquanto Lady Gaga e Britney Spears gastam milhões produzindo seus clipes, os milicos fazem videoclips amadores bem mais interessantes.

terça-feira, 15 de março de 2011

Musicoterapia

Tenho um amigo que comprou um karaokê. Eventualmente quando nos reunimos ele põe a TV e o aparelho na quintal e as pessoas do grupo escolhem as músicas e começam a cantar. O resultado é uma demonstração meio irregular, uns se revelam ótimos cantores, outros são um desastre total. Eu - modéstia a parte - sou do grupo que manda bem.. já até fui aplaudido pelos vizinhos.. :)

Mas além de cantar, também gostaria muito de tocar um instrumento, de preferência o violão, que é bem versátil. No Conservatório de Música de Niterói tem um curso de violão muito bom. Tenho uma amiga que em seis mêses já esta arrebentando com as cordas..rsrs. Estou pensando seriamente em me inscrever também..



Musicoterapia

O uso da música como método terapêutico vem desde o início da história humana. Alguns dos primeiros registros a esse respeito podem ser encontrados na obra de filósofos gregos pré-socráticos.
Musicoterapia é a utilização da música e/ou de seus elementos constituintes, ritmo, melodia e harmonia em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, a fim de atender as necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. A musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor qualidade de vida.
Na maior parte dos casos a musicoterapia é ativa, ou seja, o próprio paciente toca os instrumentos musicais, canta ou realiza outras atividades junto com o terapeuta.

Vamos soltar a VOZ :



domingo, 17 de outubro de 2010

Metal Progressivo

Banda Opeth (sueca)

O Rock Progressivo foi uma experiência ímpar no rock, por buscar a fusão com jazz, blues, da música erudita. Apesar de não ser destinada a um público muito amplo, algumas bandas fizeram muito sucesso, como o Genesis, o Pink Floyd, Yes, Rush etc. Convém ressaltar que o rock progressivo tem de ser avaliado no contexto dos anos 70, na sua origem na psicodelia dos anos 60. O punk é fenômeno dos anos 80, outro contexto, outra turma, outras questões.
Metal progressivo, também conhecido como prog metal, surgiu na segunda metade da década de 80. É uma versão pesada do rock progressivo, distingüido pelo uso de estruturas de composição complexas, linhas de tempo diferentes e outras características.

Banda Porcupine Tree (inglesa)

Algumas Bandas de Metal Progressivo
AUSTRIA - Deadsoul Tribe (Metal Progressivo)
CANADÁ (Ontário) - Do Make Say Think (Post-rock)
CHILE - Octopus (Rock Progressivo)
EUA (Florida) - Cynic (Death Metal Técnico)
EUA (Florida) - Death (Death Metal Técnico)
EUA (New York) - Dream Theater (Metal Progressivo)
EUA (Illinois) - Russian Circles (Post-rock)
FINLANDIA - Jeavestone (Rock Progressivo)
FINLANDIA - Taipuva Luotisuora (Rock Progressivo)
FINLANDIA - Uzva (Jazz-rock)
HOLANDA - The Gathering (Progressivo Death Metal)
HUNGRIA - After Crying (Rock Sinfonico)
INGLATERRA - Hawkwind (Rock Progressivo)
INGLATERRA - Marsupilami (Rock Progressivo)
INGLATERRA - Porcupine Tree (Rock Progressivo)
IRLANDA - Gos Is An Astronaut (Post-rock)
NORUEGA - The 3rd and the Mortal (Doom metal)
POLÔNIA - Riverside (Metal Progressivo)
SUÉCIA - Dark Tranquillity (Death Metal Melódico)
SUÉCIA - Diablo Swing Orchestra (Avant-garde Metal)
SUÉCIA - Opeth (Progressivo Death Metal)
SUÉCIA - Pain of Salvation (Metal Progressivo)



quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Na Vida Selvagem


Dirigido por Sean Penn, baseado no livro homônimo, do jornalista Jon Krakauer, que conta a história verídica de Christopher McCandless, um jovem recém-formado que doa todo o seu dinheiro a uma instituição de caridade, muda de identidade e parte em busca de uma experiência genuína que transcendesse o materialismo do quotidiano, aventurando-se pelos Estados Unidos da América até chegar ao inóspito Alasca. Desconfiado das relações humanas e influenciado pelas suas leituras, que incluíam Tolstoi e Thoreau, ansiava por chegar ao Alasca, onde poderia estar longe do homem e em comunhão com a natureza selvagem e pura. O que lhe acontece durante este percurso transforma o jovem num símbolo de resistência para inúmeras pessoas.
Sean Penn vai intercalando a viagem de McCandless com breves flashbacks do seu passado, narrados em voz off pela irmã de Chris. Chistopher quer fugir a uma família materialista, hipócrita e cheia de mentiras. Penn tem olho de cineasta e a sua câmara vai captando melancolicamente, com vagar e gosto, a paisagem americana, ao som da excelente banda sonora de Eddie Vedder, embalando o espectador, que é quase hipnotizado pelas imagens e som. Penn tem ainda a mestria de não entrar muito pelo lado místico ou esotérico do rapaz timido, mostrando-nos apenas o lado de McCandless extremamente simpático, uma pessoa que faz amigos com facilidade, com uma simpatia espontânea, onde apenas se entrevê uma certa tristeza interior, não obstante toda a força que possui. Claro que a isto não é estranha a tranquila mas marcante interpretação de Emile Hirsch.
Era Christopher McCandless um aventureiro heróico ou um idealista ingénuo, um Thoreau rebelde dos anos 1990 ou mais um filho americano perdido, uma pessoa que tudo arriscava ou uma trágica figura que lutava com o precário balanço entre homem e Natureza e contra o materialismo da sociedade?
Podem se seguir discussões e debates para decidir se era ele uma resposta a uma sociedade doente ou um jovem intenso demais em tudo que fazia. Porém, todo julgamento que fizermos dele será hipotetico: sobre alguem que atravessou as fronteiras de si mesmo e chegou onde poucos habitam, que experimentou o seu jeito de viver e concluiu que seu lugar no mundo não era tão ruim assim. Mas já era tarde demais para voltar, ele já estava onde o julgamento nem bem compreende e nossa sociedade isolada em suas redes de comunicação não pode sequer supor.
Para completar, o filme vem com excelente trilha sonora elaborada por Eddie Vedder, líder da banda Pearl Jam.



domingo, 9 de agosto de 2009

Thom Yorke


Just a Fest Apoteose Rio de Janeiro
Thomas Edward "Thom" Yorke, nascido em 07 de outubro de 1968, é o vocalista e compositor da banda britânica de rock alternativo Radiohead. Geralmente, toca guitarra, piano.
Uma sinfonia vale mais que três acordes dos Ramones ou que o Moonwalk de Michael Jackson?
Inovação e liberdade são as coisas mais importantes da arte. E hoje você encontra as duas qualidades mais na música pop que na música clássica. Alguns expoentes da música pop estão sabendo absorver elementos da música erudita e transformar isso em novo. O Radiohead quebra a barreira entre alta cultura e música pop. Eles unem eletrônica com versos densos e fragmentos poéticos. Kid A e Amnesiac, discos que a banda lançou respectivamente em 2000 e 2001, soam ainda hoje como uma trilha sonora para alienígenas.







terça-feira, 21 de julho de 2009

Mark Knopfler

Longe da superestrutura que compunha o Dire Straits, o escocês Mark Knopfler em seus trabalhos solos, tenta demonstrar algo mais pessoal e descomprometido, uma tendência seguida desde seus primeiros discos (”Golden Heart”, “The Ragpicker’s Dream” e “Sailing to Philadelfia”).
Como um bom scottish whisky envelhecido em tonéis de carvalho o velho escocês de Glasgow tornou-se mais encorpado, refinado, intimista, suave e maduro. Até o visual “tiozão” com faixinha na cabeça foi felizmente descartado. Agora o violão de aço é o principal instrumento – a peculiar guitarra de Knopfler continua, porém com menos destaque – e todas as composições foram pensadas a partir dele. A sonoridade recebeu bastante contribuição do som sulista norte-americano e da influência britânica, representada principalmente pelo folk, e pela música escocesa e irlandesa. Além do violão marcante e da guitarra como mais um instrumento, temos uma boa cozinha com batera, baixo e órgão (esses 2 últimos valorizando timbres vintages; ponto positivo) em concordância com a proposta.
As letras também refletem a fase citada acima: a maioria das canções são fruto da observação cotidiana de Mark sobre (em sua maioria) fatos corriqueiros ou relatos que reflitam certa nostalgia. É certo que em alguns momentos tal melancolia deixa o trabalho com “pegada insuficiente”, mas o todo é bem resolvido e até autêntico. No geral, Mark Knopfler agrada pelas boas referências e pela faceta meio caipira, mas passando muito longe do clichê.






quarta-feira, 8 de julho de 2009

Festa na Estação

Momentos que fazem a vida valer a pena...
Nesses tempos de neurose e terrorismo. Imagine voce numa estação de trem e de repente dezenas de dançarinos infiltrados entre os passantes fazem um surpreendente e inesperado espetáculo enquanto musicas tocam nos altos falantes da estação. Pois isso aconteceu em estações em Londres (Reino Unido) e Antuérpia (Bélgica) e faziam parte da gravação de comerciais para TV.
E se a moda chega na Central do Brasil com pagode e funk ??? MÊ-DO...



terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sigur Rós



Você está em um sonho. As cores já não correspondem mais à realidade. As pessoas falam em uma língua estranha, praticamente incompreensível. Elfos, vikings e vulcões se espalham por entre florestas de gelo e gêiseres. O frio toma conta do lugar, mas junto de uma estranha alegria, uma alegria melancólica, e uma esperança indestrutível, capaz de causar sorrisos e lágrimas.

É uma sucessão de viagens que duram entre seis e dez minutos, recheada de guitarras tocadas com arcos de violino, baterias a 10bpm, cordas e teclados esparsos, vocais etéreos e melodias belas, impressionantemente belas. Cada uma das canções parece ter sido feita por um artesão, trabalhando cada detalhe mínimo de sua obra sozinho, em um quarto isolado do mundo.