sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Royalties - Bullying Federativo

 
Então já estão decidindo o que fazer com os royalties do Rio de Janeiro ? Para quem não sabe os royalties do petroleo do Rio são uma compensação a constituição de 1988, na qual o José Serra, o politico mais nefasto que já apareceu nesse país, negociou em troca da isenção do ICMS do petróleo na fonte. Isso significa que que o petróleo extraído no Rio é a única riqueza mineral que não gera ICMS ao estado produtor. Os royalties foram a compensação.

E agora, estados sem nenhum pudor e de olho gordo se reuniram num arrastão e resolveram tirar inclusive os royalties do Rio. Seria como se os gauchos exigissem royalties pelo ferro extraído em Minas. Um absurdo. E pouco importa aos outros estados se essa renda já esta incorporada as finanças do estado há décadas. Nem cogitam nenhum tipo de repercussão. Os fluminenses e cariocas que se danem. Não bastasse o Governo do Rio concordar em abdicar dos campos do pré-sal a serem explorados, a cobiça alheia é tamanha que querem tirar inclusive os royalties dos campos que já produzem a anos.


 Há antes de tudo uma questão de falta de caráter ai.. concordam ?

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Aparecida - A santa que não apareceu


O culto de Nossa Senhora Aparecida foi instituído oficialmente pela Igreja Católica em 1904. Na ocasião o Núncio Apostólico no país procurava um culto para representar um padroeiro nacional para o Brasil. A escolha recaiu sobre controverso fato ocorrido em 1743, no qual um grupo de três pescadores teria encontrado uma estátua de terracota escura (argila) sem cabeça representando Nossa Senhora da Conceição no fundo do rio Paraiba do Sul na altura de Guaratinguetá (SP).
 
Ao contrário do que imaginam muitos fiéis, nunca houve uma "aparição" de nossa senhora e sim apenas o achado de uma estátua de barro quebrada. O motivo pelo qual a imagem se encontrava no fundo do rio Paraíba é que, durante o período colonial, as imagens sacras eram jogadas em rios ou enterradas quando quebradas. Também é controverso atribuir a figura da "santa" como sendo de raça negra, pelo simples fato de que a argila utilizada para sua moldagem era escura como era comum em muitas imagens de santos confeccionados na região de Santana do Parnaíba.
 
Apesar da inconsistência e fragilidade do "milagre" da estátua - os pescadores teriam pescado muitos peixes no dia que acharam a estátua - isso foi suficiente para que o Núncio Apostólico mistificasse a "santa" e a torna-se Padroeira do Brasil.

A santa padroeira do Brasil é portanto mais um exemplo acabado das manipulações e mistificaçôes da Igreja Católica no mundo. Uma santa encomendada..

sábado, 29 de setembro de 2012

Monteiro Lobato e a Ku Klux Klan


A censura ao livro Aventuras de Pedrinho é apenas a ponta do Iceberg do racismo do escritor Monteiro Lobato. Há muita gente interessada em salvar a reputação de um dos poucos escritores paulistas que rompeu as fronteiras do estado. Lobato era mais que racista, era um EUGENISTA. Declarou em carta a um amigo que usaria a Literatura para disseminar os princípios da Eugenia e estimular a sua prática. E seguiu para os Estados Unidos com a proposta de escrever sobre o tema, para ganhar grana alta - era ambicioso. Só que não se deu muito bem. Ninguém lá se interessou pela proposta dele, que voltou para o Brasil com o rabo entre as pernas. Aqui chegando lamentou a falta de uma Ku Klux Klan no Brasil. O que significa isto? Que tornou-se um prostituto da Literatura. Tem pessoas que dizem que por ser a Eugenia uma espécie de modus operandi político-científico predominante na época, era portanto natural essa inclinação dos intelectuais daquele tempo para tal prática criminosa, pois todos sabem que o princípio da Eugenia é a purificação da raça humana pela eliminação das etnias destoantes e dos seres humanos considerados "anormais" por problemas mentais e físicos. Mas considerar que todos os intelectuais da época avalizavam a Eugenia é um absurdo, pois, exemplificando, os Filósofos Humanistas anteriores a Lobato jamais apoiaram tal prática desumana. Este crime de Lobato - apoiar a Eugenia e contribuir para a sua expansão - é injustificável e, portanto, passível de REPARO no que concerne às suas consequências nas crianças de cor negra que hoje têm acesso à sua obra. O MEC está agindo de forma LEGAL, protegendo o Direito Constitucional dessas crianças. O Estado faz muito bem, pois, em cercar de todo cuidado o uso de sua obra pelas crianças. Obra com toques de racismo e eugenia. Portanto, de alto teor ofensivo à sensibilidade humana."
Professora Leila Brito (UFF)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Formas Alternativas de Relações Estáveis


Em busca de harmonia, alguns casais estão adotando arranjos conjugais que fogem à tradição. A experiência, está provado, tende a dar muito certo quando o estilo de relacionamento definido, a modalidade de moradia escolhida e a frequência dos encontros realmente expressam o gosto de cada um e os propósitos de ambos.

Eis uma situação: ambos residem no quinto andar; ele, no 51; ela, no 52. Eliminaram a parede que separava dois quartos e fizeram um aposento mais amplo, com dois banheiros. A leste, mora ela. A oeste, ele. A filha, uma jovem adulta, vive com a mãe. O filho adolescente, com o pai. O marido assina um jornal; a mulher, outro. Ele tem uma faxineira, que comparece duas vezes por semana. Ela tem uma empregada fixa. Cada um faz suas compras e gerencia a casa em consonância com seus hábitos pessoais. Cada um paga as próprias contas e ambos constroem um patrimônio comum. Por sorteio, definiram que a empregada dela limparia o quarto do casal. Há ocasiões em que ele a convida para provar o prato gourmet que ele inventou, da mesma forma como ela o recebe para jantar duas vezes por semana. Um não dá palpite na organização da residência do outro. Seus gostos são muito distintos. Foi uma luta chegarem à escolha dos componentes do quarto compartilhado. Vivem bem e sentem que boa parte de sua harmonia se deve a esse jeito de organizar suas vidas.

Outra situação: ele mora em uma cidade; ela, em outra. Passam juntos a maior parte dos fins de semana — na casa de um, na de outro, ou viajando. Sentem saudade e acham que isso colabora com a alegria dos encontros. Os dois filhos mais velhos moram com o pai. A mais nova, com a mãe. Nos finais de semana, cada jovem vai para um canto, ou todos se reúnem na casa de praia da família.
Terceiro arranjo: os parceiros moram em bairros distantes. Falam-se todos os dias ao telefone ou trocam e-mails. Curtem os finais de semana na casa de um dos dois e aos domingos recebem os filhos dos casamentos anteriores para o almoço, que preparam juntos. Vivem assim há seis anos. Consideram-se namorados e estão felizes.

Um casamento conduzido em moldes tradicionais pode ser muito bom, mas muitas pessoas, embora o tenham escolhido, passam a sentilo como uma espécie de prisão, uma situação restritiva, e até impeditiva, a uma série de propósitos, de objetivos, de desejos. Há quem se sinta desconfortável com as numerosas tarefas, as interações, a casa movimentada, quando sua preferência seria por mais momentos de silêncio, ou pela simples liberdade de ocupar toda a cama na hora de dormir, coisas assim. Então, começam as queixas relativas à falta de liberdade e aos comportamentos compulsórios que se adotam com o casamento — além, claro, de uma certa nostalgia em relação à vida anterior.
Se nessa hora o casal tiver a tranquilidade necessária para discutir e identificar os problemas, poderá escolher um outro jeito de levar a relação, uma modalidade conjugal alternativa, que respeite os gostos e as preferências de cada um. Tudo em prol da harmonia da vida coletiva, que muitas vezes inclui filhos. Como já disse antes, porém, o sucesso da experiência dependerá da franca aceitação do arranjo pelos parceiros, com critério, discernimento e amorosidade.

Alberto Lima, psicoterapeuta junguiano

terça-feira, 31 de julho de 2012

PSDB quer censurar Blogs


Serra quer censurar blogs
por Marcos Coimbra

Uma das sabedorias antigas dos mineiros ensina que, na política, não existem gestos gratuitos. Todos têm consequência.
E não só para quem os pratica. Muitas vezes, os efeitos de um ato individual atingem correligionários e companheiros.
Podem, por exemplo, afetar de maneira ampla a imagem do partido a que pertencem. Mudam a percepção da sociedade a respeito de seus integrantes. Quando é para o bem, ótimo. Mas pode ser para o mal.
Nesses casos, o ônus é compartilhado. Todos pagam por ele. A decisão da Executiva Nacional do PSDB de recorrer à Justiça contra os “blogueiros sujos” que o criticam é um desses.
O verdadeiro inspirador da ação foi o candidato do partido a prefeito de São Paulo, mas suas consequências negativas não se circunscrevem a ele. O gesto de Serra alcança coletivamente os tucanos.
Em si, é apenas uma reação tola. Que expectativa de sucesso tem o ex-governador? Será que acredita que conduzir o PSDB a uma cruzada contra os responsáveis por blogs que antipatizam com ele redundará em alguma vantagem para sua candidatura?
Movido por sua insistência, o partido representou à Procuradoria-Geral Eleitoral para denunciar o “uso de recursos públicos” no financiamento de “blogs, sites e organizações” que funcionariam como “verdadeiras centrais de coação e difamação de instituições democráticas”.
Na prática, o que o PSDB pretende é que empresas e bancos estatais sejam proibidos de comprar espaço publicitário em blogs contrários ao partido e às suas lideranças. A argumentação de que é movido pelo zelo de proteger as instituições é fantasiosa. Aliás, sequer cabe aos partidos políticos esse papel.
O que Serra quer mesmo — e não é de hoje – é impedir a manifestação de seus adversários.
Talvez tenha se acostumado com a convivência que mantém com alguns veículos e comentaristas da nossa indústria de comunicação. De tanto vê-los defendendo seus pontos de vista e acolhendo suas opiniões, convenceu-se que os críticos não mereceriam lugar para se expressar.
O fascinante na argumentação é que não o incomoda (ou a seu partido) que existam “blogs, sites e organizações (?)” — bem como revistas, jornais e emissoras de televisão e rádio — que recebam investimentos em propaganda do setor público e façam oposição até agressiva ao governo.
Parece que acham isso natural e que tais aplicações se justificariam tecnicamente. Se determinado veículo tem leitores, não haveria porque excluí-lo do plano de mídia de uma campanha de interesse de um órgão ou empresa pública. Fazê-lo equivaleria a puni-lo por um crime de opinião.
Se vale para os órgãos de comunicação hostis ao governo e ao “lulopetismo”, por que não se aplicaria no caso inverso? Seria errado anunciar em blogs com visitação intensa, apenas porque seus responsáveis não simpatizam com os tucanos?
Ou Serra e seu partido aplaudiriam se o governo proibisse que seus órgãos comprassem espaço publicitário na imprensa oposicionista?
A decisão sobre a alocação dessas verbas pode ser questionada com base em critérios objetivos: tem determinada emissora suficiente audiência para cobrar seus preços? Aquele jornal tem a circulação que afirma? O blog ou site em questão tem volume relevante de acessos?
Fora disso, é apenas castigar — ou querer castigar — quem tem opinião diferente.
Engraçado lembrar o destaque que o PSDB e suas figuras de proa, como Fernando Henrique, veem dando à internet na discussão do futuro do partido. Tomara que não pensem como Serra: que na internet só podem ficar os “limpos” — que os que o aplaudem, pois os “sujos” — que o questionam – devem ser banidos.

Solidão S.A.

Que me desculpem os desesperados, mas solidão é fundamental para viver. Sem ela não me ouço, não ouso, não me fortaleço. Sem ela me diluo, me disperso, me espelho nos outros, me esqueço. Não penso solto, não mato dragões, não acalanto a criança apavorada em mim, não aquieto meus pavores, meu medo de ser só. Sem ela sairei por aí, com olhos inquietos, caçando afeto, aceitando migalhas, confundindo estar cercado por pessoas com ter amigos. Sem ela me manterei aturdido, ocupado, agendado só para driblar o tempo e não ter que me fazer companhia. Sem ela trairei meus desejos, rirei sem achar graça, endossarei idéias tolas só para não ter que me recolher e ouvir meus lamentos, meus sonhos adiados, meus dentes rangendo. Sem ela, e não por causa dela, trocarei beijos tristes e acordarei vazio em leitos áridos. Sem ela sairei de casa todos os dias e me afastarei de mim, me desconhecerei, me perderei. Solidão é o lugar onde encontro a mim mesmo, de onde observo um jardim secreto e por onde acesso o templo em mim. Medo? Sim. Até entender que o monstro mora lá fora e o herói mora aqui dentro. Encarar a solidão é coisa do herói em nós, transformá-la em quietude é coisa do sábio que podemos ser. Num mundo superlotado, onde tudo é efêmero, voraz e veloz a solidão pode ser oásis e não deserto. Num mundo tão estressado, imediatista, insatisfeito a solidão pode ser resgate e não desacerto. Num mundo tão leviano, vulgar, que julga pelas aparências e endeusa espertalhões, turbinados, boçais a solidão pode ser proteção e não contágio. Num mundo obcecado por juventude, sucesso, consumo a solidão pode ser liberdade e não fracasso. Solidão é exercício, visitação. É pausa, contemplação, observação. É inspiração, conhecimento. É pouso e também vôo. É quando a gente inventa um tempo e um lugar para cuidar da alma, da memória, dos sonhos; quando a gente se retira da multidão e se faz companhia. Preciso estar em mim para estar com outros. Ninguém quer ser solitário, solto, desgarrado. Desde que o homem é homem, ou ainda macaco, buscamos não ficar sozinhos. Agrupamo-nos, protegemo-nos, evoluímos porque éramos um bando, uma comunidade. Somos sociáveis, gregários. Queremos amigos, amores. Queremos laços, trocas, contato. Queremos encontros, comunhão, companhia. Queremos abraços, toques, afeto. Mas, ainda assim, ouso dizer: é preciso aprender a estar só para se gostar e ser feliz. O desafio é poder recolher-se para sair expandido. É fazer luz na alma para conhecer os seus contornos, clarear o caminho e esquecer o medo da própria sombra. Ouse a solidão e fique em ótima companhia.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A Venezuela que você não verá na Globo


POR QUE OS VENEZUELANOS SÃO O POVO MAIS FELIZ DA AMÉRICA DO SUL
Por PAULO NOGUEIRA


Me interesso muito pelas listas de felicidade nos países mundo afora. Em geral, elas combinam dados sociais e entrevistas nas quais um grupo representativo de pessoas diz qual é seu grau de felicidade numa escala de 1 a 10.
Foi ao ver uma delas, em que a Dinamarca estava na ponta e seus vizinhos nas primeiras colocações, que acabei conhecendo pessoalmente a Escandinávia. Era 2009, e fui para Copenhague para entender o que estava por trás da satisfação dos dinamarqueses. Fiz uma reportagem para a Época, da qual era então correspondente.
Bem, de lá para cá, sempre que posso vou à Escandinávia. Agora mesmo, poucos dias atrás, estive na Noruega e na Dinamarca em missões jornalísticas.
O modelo escandinavo é a coisa mais fascinante que encontrei na Europa. Combina as virtudes do capitalismo com as do socialismo de uma maneira extremamente bem sucedida.
Repare. Em todas as listas relativos a avanço social, a Escandinávia domina.

Bem, fiz este intróito porque outro dia vi uma lista da Gallup que colocava os venezuelanos como o quinto povo mais feliz do mundo.
Um levantamento da universidade americana de Columbia e chancelado pela ONU trouxe também os venezuelanos numa situação invejável: o povo mais feliz da América do Sul.
Como? Mas não é um inferno a Venezuela? Chávez não é o Satã?
Como curioso que sou, fui pesquisar para tentar entender.
Fui dar num estudo feito por um instituto americano chamado CEPR, baseado em Washington: “A Economia Venezuelana nos anos de Chávez”. O CEPR jamais poderia ser desqualificado como “chavista”.
E então fico sabendo coisas como essas:

1) Em 1998, quando Chávez assumiu o poder, havia 1628 médicos para uma população de 23,4 milhões. Dez anos mais tarde, eram quase 20 000 médicos para uma população de 27 milhões.
2) Os gastos sociais subiram de 8,2% do PIB, em 1998, para quase 14%. “Se comparamos a taxa de pobreza pré-Chávez (43,9%) com a registrada dez anos depois (27,5%), chegamos a uma queda de 37% no número de venezuelanos pobres”, afirma o estudo.
3) O índice de desemprego, que era de 19% em 1998, caiu pela metade.
No trabalho, os autores notam que a percepção entre os americanos sobre a Venezuela de Chávez é ruim. Motivo: a cobertura enviesada da mídia. E, com números, desmontam o mito de que o segredo do avanço da Venezuela está no petróleo e apenas nele.



Mas eu queria saber mais.
Dei no site do Jazeera, uma emissora árabe bancada pelo Catar que faz jornalismo de primeira qualidade. O Jazeera traz vozes que você não costuma encontrar na imprensa brasileira, e isso ajuda você a entender melhor o mundo.
Vi um programa jornalístico cujo título era: “Os venezuelanos estão melhor sob Chávez?” Como sempre, o Jazeera colocou especialistas com visão diferente. Um comentarista americano criticou o “espírito de mártir” de Chávez.
Mas os dados objetivos ninguém contestou. A mortalidade infantil diminuiu, a expectativa de vida aumentou, o número de universitários cresceu e as crianças venezuelanas testão indo à escola numa quantidade sem paralelo na história do país.
Um consultor americano de empresas interessadas em investir no exterior disse: “Quem quer que queira se eleger na Venezuela vai ter que dar prosseguimento aos programas sociais”.
Problemas? Muitos. Criminalidade alta, pobreza e desigualdade ainda elevadas. Mas atenção: os problemas antes eram muito maiores. (Vale a pena ver o premiado documentário do jornalista australiano John Pilger, radicado na Inglaterra, sobre o papel dos Estados Unidos na América do Sul. O nome é Guerra contra a Democracia. Ele está disponível, em fatias, no YouTube, com legendas em português. Pilger visitou a Venezuela e entrevistou Chávez.)
Da imersão em Venezuela, compreendi por que Chávez é tão popular – e por que seu maior adversário nas eleições futuras é, na verdade, o câncer.

Paulo Nogueira é jornalista e está vivendo em Londres. Foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo, diretor de redação da Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo.