quinta-feira, 15 de novembro de 2007

FGV relaciona Criminalidade e Desestrutura Familiar


Estudo de economistas da FGV relaciona criminalidade à desestrutura familiar

ANTÔNIO GOISDA SUCURSAL DO RIO

Estudo dos economistas Gabriel Hartung e Samuel Pessoa, da Fundação Getúlio Vargas, conclui que fatores como maior proporção de filhos de mães adolescentes ou de famílias onde não há o pai ou a mãe presente aumentam a criminalidade -anteontem, o governador Sérgio Cabral Filho afirmou que a legalização do aborto ajudaria a reduzir a violência.
Hartung e Pessoa compararam estatísticas de criminalidade nos municípios paulistas de 1999 a 2001 com taxas de fecundidade verificadas em 1980.No estudo, eles afirmam que a literatura criminal já descobriu fortes evidências de que crianças nascidas de mães solteiras, criadas sem o pai ou nascidas de mães com baixa escolaridade têm mais probabilidade de se envolver em crimes.Hartung ressalva que o estudo não trata diretamente de aborto, tema do livro "Freakonomics", de Steven Levitt, que associa a redução de crimes em Nova York à legalização do aborto duas décadas antes.
Na pesquisa, porém, Hartung e Pessoa afirmam que "é possível fazer uma relação direta entre os resultados de Levitt e o nosso". "Relacionamos fração de filhos de mães adolescentes e filhos de famílias em que não há o pai ou mãe presente com a criminalidade 20 anos mais tarde. Não defino [toda] gravidez de mãe solteira ou de mãe adolescente como gravidez indesejada, mas afirmo que uma gravidez na adolescência ou de mãe solteira tem maior probabilidade de ser indesejada", disse Hartung à Folha.
Afirmação semelhante foi feita nesta semana pelo economista Marcelo Neri, também da FGV, ao divulgar um estudo. Ao falar da maior probabilidade dos jovens do sexo masculino de se envolverem em atos violentos, Neri diz que "no Brasil, a contrapartida feminina de jovens homens solteiros a atividades criminosas é a incidência da gravidez precoce".
O trabalho de Hartung e Pessoa foi criticado por demógrafos. Em resposta a ele, o pesquisador José Eustáquio Diniz Alves, do IBGE, escreveu um artigo em que diz que "os dados das pesquisas do IBGE não possibilitam estabelecer se a relação entre gravidez indesejada e violência é real ou espúria e qual o sentido de causalidade" entre essas variáveis.
"Dizer que a gravidez indesejada aumenta o crime, como afirmou Hartung, pode até ser pontualmente verdade, mas escamoteia as principais causas da violência e torna as mulheres sem marido e seus filhos os bodes expiatórios de um problema que é muito mais complexo. Pior ainda, dizer que o controle de natalidade é um instrumento fundamental para o combate à criminalidade no Brasil é receitar um remédio errado para um público alvo desfocado, além de ferir e agredir os princípios estabelecidos, nacionalmente e internacionalmente, dos direitos sexuais e reprodutivos", disse, no texto.

domingo, 16 de setembro de 2007

Castelo dos Anjos

Castello Sant'Angello (Roma)





Black & White






Prioridade: Planejamento Familiar


Sem planejamento
No Rio, famílias com menor renda e estudo têm mais filhos

Rio - Eleito prioridade pelo governo do estado, o planejamento familiar ainda está na prancheta no Rio. As operações de laqueadura e vasectomia — esterilizações garantidas por lei à população — estão suspensas desde outubro no único hospital estadual responsável pelo serviço, o Rocha Faria, em Campo Grande. O estado promete retomar o atendimento em uma semana. Enquanto isso, famílias de baixa renda e pouca ou nenhuma escolaridade fazem crescer a prole.

O tema está entre as prioridades também do governo federal, que anunciou este mês a intenção de produzir a pílula anticoncepcional genérica. O planejamento familiar é assunto de série de reportagens que começa hoje em O DIA.

Dados do IBGE de 2005 mostram que, quanto menores o tempo de estudo e a renda familiar do brasileiro, maior o número de filhos. No estado, mais de 30% das mães com até três anos de estudo têm 5 ou mais filhos. Entre progenitores com Ensino Superior completo, menos de dois em cada 100 têm tantos herdeiros.

PLANEJAMENTO EM ALTA

Polêmico e historicamente evitado por políticos, o planejamento familiar ganhou os palácios do poder. Na Assembléia Legislativa do Rio, recém-criada comissão especial sobre o tema, propõe parceria com o Executivo para tirar o plano do papel. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez apologia à camisinha.

Sérgio Cabral, que se submeteu a vasectomia, quer estimular a operação, através de campanhas na mídia.

Mas os métodos irreversíveis são insuficientes para garantir planejamento familiar a todos. Por isso, a atenção aos mais jovens — impedidos por lei de realizar a esterilização — faz parte dos planos do estado. “Temos de levar informação à sala de aula e ganhar a confiança dos alunos”, observa o secretário estadual de Educação, Nelson Maculan. Primeiro passo foi dado: a campanha, estrelada pela cantora de funk Perlla, contra a gravidez precoce. O problema representa gasto de R$ 14 milhões anuais à rede pública no estado. Nascer em berço esplêndido requer planejamento de pais e governos.

Inscrições para cirurgia mês que vem

Em 2003, o Hospital Rocha Faria — referência em esterilização na rede estadual — realizou 1.175 ligaduras de trompas e 480 vasectomias. No ano passado, passaram pelo serviço 190 mulheres e menos de 60 homens. Coordenador do programa e vice-diretor da unidade, Gilberto de Oliveira Lima observa que o serviço fora suspenso na administração anterior. Com a reforma, a unidade planeja realizar de cinco a 10 vasectomias e de 10 a 15 laqueaduras semanais. “Os homens procuram menos o serviço”, destaca. A partir de abril, a unidade receberá inscrições para as operações. A novidade será comunicada segunda-feira aos postos de saúde da região, responsáveis pela apresentação do planejamento familiar e encaminhamento dos pacientes.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Angel (X-Men)







Vamos Mudar a Consciência do Brasil

Para refletir...

A diferença entre países pobres e ricos não é a Idade do país. Veja o caso de países como o Egito e a Índia, que tem mais de 2000 anos e são pobres... Por outro lado países como a Austrália, o Canadá e a Nova Zelândia, que há 150 anos quase não existiam, hoje são países civilizados, socialmente desenvolvidos e ricos.
A diferença entre países pobres e ricos não reside nos recursos naturais disponíveis. O Japão é a segunda economia do Mundo, com 80% de território montanhoso e impróprio para a agricultura e a criação de gado. No entanto, o país é uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima de todo o Mundo e exportando produtos manufacturados. No Japão o índice de malandragem é de zero por cento.


Os Executivos dos países ricos em comparação com os seus pares dos países pobres, mostram que não há diferença intelectual significativa. A raça ou a cor da pele também não são importantes. Imigrantes rotulados de preguiçosos nos seus países de origem, são a força produtiva dos países europeus ricos.

Qual é então a diferença? Está no nível de consciência do povo, do seu espírito. Evolução da consciência deve se constituir no objetivo maior do Estado em todo os seus níveis de poder. Bens e serviços são apenas meios.

A educação (para a vida) e a cultura, ao longo dos anos, de-ve plasmar consciência coletivas estruturadas nos valores elevados da sociedade – integridade, honestidade, espiritualidade e ética
Solução-síntese: transformar a consciência do brasileiro. O processo deve ter início nas comunidades - é onde vive e convive o cidadão.

Comunidades, quando organizadas politicamente (Associações de Moradores, Clubes de Mães, Clubes de idosos etc.) tornam-se micro-estados.
As transformações desejadas pela Nação para o Estado Brasileiro serão efetivadas nesses micro-estados, os átomos do organismo nacional- tal qual a Física Quântica.

Ao analisarmos a conduta das pessoas nos países ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria adota o paradigma quântico – prevalência do espírito sobre a matéria. Adotam os seguintes princípios de vida:

1. A ética, como princípio básico.
2. A integridade
3. A responsabilidade.
4. O respeito pelas Leis.
5. O respeito pelo direito dos demais cidadãos.
6. O amor ao trabalho.
7. O esforço pela poupança e pelo investimento.
8. A disciplina e o desejo de superação.
9. A pontualidade.

SOMOS ASSIM POR VER ALGO DE ERRADO E DIZER: “DEIXA-PRA-LÁ”

A preocupação de todos nós deve ser com a sociedade, a causa, e não apenas com a classe política, o triste efeito. Só assim mudaremos o Brasil de hoje.

Vamos agir! Reflitamos sobre o que disse Luter King: " O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons."

Nos países pobres apenas uma minoria segue estes princípios básicos na sua vida diária. O Brasil não é pobre porque nos faltam recursos naturais ou porque a natureza foi cruel conosco. Somos pobres porque nos falta vontade para cumprir e ensinar esses princípios de funcionamento das sociedades ricas e desenvolvidas.