quarta-feira, 9 de maio de 2012

Noblesse Oblige

Ultimamente tem-se observado um número cada vez mais crescente de homens usando os mais diversos estilos de barba. As pessoas parecem estar se rendendo a uma tendência das personalidades do cinema, da música e das artes em geral. Embora a barba continue sendo mal vista nas profissões mais ordinárias do mercado corporativo de empregos, a ponto de ser veladamente proibida por instituições como Bradesco e Itaú. Tradicionalmente associada a nobres, reis e imperadores, o cultivo da barba passou a ser estupidamente menosprezado no Brasil pela oposição ao governo do Presidente Lula da Silva já que além do próprio, vários ministros e assessores a adotavam.

A barba desenha e harmoniza certos tipos de rosto, define as linhas faciais e corrige a papada. Deve estar sempre aparada para não dar a impressão de desleixo.

Há vários estilos de barba. A barba rala de três dias exala testosterona, é considerada altamanente sexy. Já as mais densas conferem maturidade, conteúdo e densidade à personalidade, dando um ar aristocrático e uma leve displicência blasé. Noblesse Oblige.


















terça-feira, 8 de maio de 2012

Curiosidades sobre o nosso corpo



1. Se você estiver com a garganta doendo, aperte seu ouvido:
 Pressionando os nervos do ouvido, ele vai gerar um reflexo imediato nos espasmos da garganta e alivia o desconforto

2. Para ouvir melhor utilize apenas um lado da orelha:
 Se você está em um clube e não ouvir bem o que as pessoas estão dizendo, vire a cabeça e use apenas a orelha direita, uma vez que ela distingue melhor as conversações, enquanto a esquerda identifica músicas de som.

3. Para resistir à tentação de ir ao banheiro pense em sexo:
 Quando não resistir à vontade de urinar e não tiver um banheiro por perto, pense em sexo. Isso vai entreter o seu cérebro e reduzirá o estresse.

4. Provoque tosses para reduzir a dor:
 Um grupo de cientistas alemães descobriram que quando você espirra, aumenta a pressão no peito e coluna vertebral, inibindo, assim, dores na coluna.

5. Se você estiver com o nariz entupido:
 Pressione o céu da boca e o nariz. Toque o céu da boca firmemente com um dedo, segurando o nariz abaixo das sobrancelhas. Isso permitirá que as secreções possam se mover e você volta a respirar.

6. Quando você tiver com azia, durma sobre seu lado esquerdo:
 Isto cria um ângulo entre o estômago e do esófago, de modo que o ácido não pode passar para a garganta.

7. Quando um dente dói esfregue um cubo de gelo em sua mão:
 Você deve passar um pedaço de gelo na área, em um "v" que tem entre o polegar e o dedo indicador contra a palma da mão. Isto reduz em 50% a dor, pois este setor está ligado aos receptores da dor da face.

8. Quando você se queimar, pressione o ferimento com um dedo:
 Após a limpeza da área afetada, pressione com a mão sobre a queimadura, assim ela retornará a temperatura inicial e evitará bolhas. (Para pequenas queimaduras, apenas)

9. Quando você estiver bêbado:
 Repouse a mão sobre uma mesa ou superfície estável. Se você fizer isso, seu cérebro vai recuperar o sentido de equilíbrio e evitará que tudo gire ao seu redor.

10. Ao correr, respire quando o pé esquerdo pisar o chão.
 Isto irá prevenir sentimento de comichão no peito, porque se você respirar quando você coloca o pé direito, fará pressão no fígado.

11. Se sangrar o nariz, empurre com o dedo:
 Se você deitar com o sangue escorrendo poderá se sufocar, por isso é melhor pressionar o dedo sobre o lado do nariz quando você tiver sangramento.

12. Para controlar o batimento cardíaco quando você está nervoso
 Coloque o polegar na boca e assopre, isso irá ajudar seu coração parar de bater tão rápido a partir da respiração.

13. Para aliviar uma dor de cabeça quando você bebe água gelada:
 Quando você beber algo congelado, resfria o paladar e o cérebro interpreta. Então você deve colocar a língua no céu da boca para retornar à temperatura normal.

14. Previna a falta de visão quando você está na frente do PC:
 Quando você coloca seus olhos em um objeto próximo, como um computador, a vista fica cansada e não consegue enxergar direito. Por isso, feche os olhos, contraia o corpo e prenda a respiração por um momento. Então, relaxe. Remédio santo.

15. Desperte suas mãos e pés adormecidos movendo sua cabeça:
 Quando você dorme, um braço ou uma mão, gire a cabeça de um lado para o outro e sentirás a dormência passar dentro de 1 minuto. Os membros superiores adormecem pela pressão sobre o pescoço. Igualmente para pernas e pés, leva alguns segundos.

16. Uma maneira fácil de prender a respiração debaixo d'água:
 Antes de mergulhar, fazer respirações muitos rápidos e fortes para fazer o sangue ácido desaparecer, pois isso é que causa a falta de ar.

17. Memorize textos à noite:
 Tudo o que você ler antes de dormir, o mais fácil de lembrar ...

domingo, 29 de abril de 2012

O Bem Estar da Natureza

Nós nos sentimos bem em meio à natureza porque ela não nos julga


Nós, seres humanos do século XXI, estamos "desnaturalizados" e isso muitas vezes nos faz parecer extraterrestres em nosso próprio planeta. Mesmo acreditando que a cultura e a civilização tenham suprido nossa porção mais animal e instintiva, ainda precisamos manter contato com o mundo natural.

Para tratar quadros de ansiedade que nascem do excesso de trabalho e de uma longa permanência na selva de pedra, escapadas de dois ou três dias para a natureza podem ser mais eficientes do que a ingestão de medicamentos.

Ao sentir o cheiro de terra fresca, o ar limpo e o silêncio, que só é quebrado pelas pequenas criaturas ao redor, reencontramos nossa esência por tanto tempo abandonada.

Como diz Nietzsche, na cidade precisamos representar um papel porque estamos muito preocupados com o que pensam de nós. Mas, ao voltar à natureza, podemos nos dar ao luxo de sermos nós mesmos. Não precisamos nos vestir bem, falar ou atuar de maneira especial. Basta nos deixarmos levar pelo mundo natural em direção ao nosso interior, onde um manancial de tranquilidade nos aguarda.

Allan Percy
autor do livro "Nietzsche para estressados"
Ed Sextante, Rio de Janeiro RJ

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O melhor de Sampa



Você também acha que São Paulo é cidade mais babaca, reacionária, provinciana e caipira do país ? Reveja seus conceitos, nem tudo está perdido... São Paulo deu ao Brasil:  a Rita Lee, os Punks, os grafiteiros Os Gêmeos,  o Chiclete com Banana, os cartunistas Angeli, Laerte e Glauco, as pizzas, os arquitetos Marcio Kogan e Isay Weinfeld, o cozinheiro Alex Atala, a galeria do Rock, o deputado Protógenes e muitas outras coisas mais...

sábado, 21 de abril de 2012

Guerra ao Automovel


Uma fila de carros que começaria no Rio e terminaria em Porto Alegre é o espaço ocupado pelo aumento de 30% da frota de veículos na cidade nos últimos dez anos. São 424 000 carros a mais que, ao sinal verde, reduzem a esperança de vermos automóveis deslizando livremente pela pista. Você sabia que o prejuízo anual sofrido pelos cariocas com o engarrafamento é de 3,7 bilhões de reais por ano, segundo cálculos do economista do Ibmec-RJ Gilberto Braga? No livro Sorria, você está engarrafado, além de propor ideias divertidas para se distrair no trânsito do Rio - como comer biscoito Globo sem sujar o carro -, o médico carioca Mário Márcio aponta medidas adotadas por outras megacidades para melhorar a mobilidade urbana. Que sirva de inspiração para a nossa. 

1 - Pedágio urbano: algumas metrópoles europeias como Londres, Oslo e Milão cobram tarifas de carros que circulam no centro da cidade. Os recursos arrecadados são investidos na melhora do transporte público. Em Londres, onde se cobra o equivalente a 35 reais por dia dos motoristas que utilizam as ruas do centro das 7h às 18h, a medida reduziu em 30% os veículos na região. Em Cingapura, o pedágio fez o uso de ônibus crescer 15% e o engarrafamento reduzir em 40%.

2 - Desmotorização: americanos e europeus estão aprendendo a viver sem carro com soluções simples. Em Manhattan, não há estacionamentos. Em Munique, na Alemanha, novos prédios só podem ser construídos sem garagem. Medidas como essas têm estimulado investimentos em transporte público de qualidade. 

3 - Sistema de cotas: em Cingapura, há um limite de número de carros por família e cada licença pode chegar a custar 21 000 reais. Hoje, menos de 30% das famílias possuem carros. 

4 - Vias e faixas exclusivas: Curitiba e Bogotá, na Colômbia, são exemplos de cidades que priorizam o transporte público a favor da qualidade de vida. Corredores exclusivos, que começaram a ser implementados lentamente no Rio, e ônibus de alta tecnologia atraíram a população que passou a usar carro para as horas de lazer e o transporte coletivo para o dia a dia de trabalho. 

5 - Recuperação de ferrovias existentes e construção de novas: o transporte rodoviário que predomina no Brasil é um modelo urbano condenado em países ricos como Estados Unidos. Sobre pneus, a cidade se expande em baixa densidade, com crescente exigência de novas vias. Mais pistas, mais congestionamentos, mais poluição, maiores custos de infraestrutura e gestão. É fundamental investir no transporte sobre trilhos. 

6 - Construção e manutenção de ciclovias, educação no trânsito e segurança: temos, no Rio, a maior malha de ciclovias do Brasil com 235 quilômetros, mas ainda é pouco. A Zona Sul já conta até com um sistema público de aluguel de bicicletas, como nas cidades de Copenhague, na Dinamarca, e Amsterdan, na Holanda, que possuem programas governamentais que estimulam desde cedo a prática do ciclismo, o respeito às regras de circulação e a convivência pacífica nas ruas.

7 - Criação de transporte hidroviário: algumas experiências já foram feitas ligando a Barra à praça XV. Na primeira viagem de teste, os tripulantes ficaram nauseados e nunca mais se ouviu falar sobre este tipo de transporte. 

8 - Implantação de sinais inteligentes: tratam-se de semáforos que mudam o tempo entre o vermelho e o verde eletronicamente, de acordo com o fluxo momentâneo de veículos. 

9 - Criação de multa positiva: em horários e locais pré-estabelecidos, o motorista que estiver circulando com menos passageiros do que o permitido é multado - um estímulo à carona solidária e à redução do número de carros em circulação. Na Coreia do Sul, desde 1996, a capital Seul cobra o equivalente a 4,80 reais de carros que passam por duas de suas avenidas com menos de dois passageiros. Resultado: a quantidade de veículos caiu 34% e a velocidade subiu 10 Km/h.

10 - Incentivos fiscais: um alemão interessado em obter a carteira de habilitação para dirigir é obrigado a pagar uma taxa de quase 2.000 euros, o equivalente a 4.450 reais. Além disso, impostos sobre a compra de automóveis, taxas de registro e de estacionamento são propositalmente elevados.








quinta-feira, 29 de março de 2012

Pe Nunes Garcia, o Mozart Brasileiro

O padre José Maurício Nunes Garcia (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1767 – 18 de abril de 1830) foi um compositor brasileiro de música clássica que viveu a transição entre o Brasil Colônia e o Brasil Império. Apesar de conhecido como o Mozart Brasileiro, sua música recebeu mais influência do compositor austríaco Joseph Haydn. É considerado um dos maiores compositores das Américas de seu tempo.

Nunes Garcia era um religioso, mas conhecedor das ideias iluministas, compositor, regente, virtuose do órgão e do cravo, professor renomado, autor de modinhas e, por fim, mestre-de-capela da Sé da cidade (posto mais importante para um músico no Brasil Colônia).

De origem humilde, sua história está entrelaçada a fatos marcantes da história brasileira. No começo do século XIX, o músico mulato atinge estatura intelectual e herda um legado precioso de compositores, mulatos-livres que alcançaram prestígio com a música, como Francisco Gomes da Rocha, Marcos Coelho Neto, Ignácio Parreiras Neves e José Joaquim Emérico Lobo de Mesquita.

Musica: Zemira (Abertura) - composta em 1803 pelo musico carioca Pe José Maurício Nunes Garcia, um dos grandes compositores eruditos do Brasil, seguidor do austríaco Joseph Haydn.

Gravação: Vox Brasiliensis. Direção: Ricardo Kanji

Requiem - Musica composta em 1816 no Rio de Janeiro para os Funerais da Rainha Maria de Portugal e Brasil.

Gravação: Coro Madrigale

Solitários Ltda



ERIC KLINENBERG
 DO "NEW YORK TIMES"

 Houve época em que a ideia de viver sozinho provocava ansiedade e visões de solidão. Hoje, porém, as pessoas mais privilegiadas do mundo usam seus recursos para comprar privacidade e espaço pessoal.
 Mais pessoas vivem sozinhas hoje que em qualquer outra época da história. Em Paris, a cidade dos amantes, mais de metade de todos os lares é composta por pessoas solteiras; em Estocolmo esse índice passa dos 60%.
 Rikka Sormunen




A decisão de viver sozinho é comum em muitas culturas, sempre que é economicamente viável. Embora os americanos se orgulhem de sua autonomia e sua cultura do individualismo, Alemanha, França e Reino Unido possuem uma parcela maior de lares compostos de uma pessoa só que os EUA; o mesmo se aplica ao Japão. Três dos países em que a proporção de pessoas que vivem sozinhas está crescendo mais rapidamente --China, Índia e Brasil-- estão entre os países cujas economias estão fazendo o mesmo.

Viver sozinho promove a liberdade, o controle pessoal e a auto-realização, todos aspectos valorizados da vida contemporânea. E viver sozinho já deixou de sugerir uma vida isolada ou pouco social. Depois de entrevistar mais de 300 pessoas que vivem sozinhas, ao longo de quase uma década de pesquisas, concluí que viver sozinho parece incentivar mais interações sociais.

Paradoxalmente, nossa espécie, que por tanto tempo foi definida pelos grupos e pela família nuclear, vem podendo aumentar a proporção de pessoas que vivem sozinhas justamente porque as sociedades globais se tornaram tão interdependentes. Mercados dinâmicos, cidades florescentes e sistemas de comunicações abertas tornam a autonomia moderna mais atraente; eles nos proporcionam a possibilidade de viver sozinhos, mas interagir com outros quando e como quisermos.

Na realidade, viver sozinho pode facilitar o convívio social, porque, na ausência de obrigações familiares, as pessoas que vivem sozinhas muitas vezes dispõem de mais tempo para participar de atividades sociais.

As pessoas solteiras têm probabilidade maior que as casadas de passar tempo com amigos e vizinhos, frequentar restaurantes e assistir a palestras e aulas de arte. A socióloga Erin Cornwell, da Universidade Cornell, de Ithaca, Nova York, analisou resultados da Pesquisa Social Geral (baseada em uma amostra nacionalmente representativa da população dos EUA) de 2000 a 2008 e constatou que solteiros de 35 anos ou mais têm mais chances do que pessoas dessa faixa etária que vivem com marido, mulher ou parceiro romântico de passar uma noite de convívio social com vizinhos ou amigos. Em 2008, o marido dela, Benjamin Cornwell (também sociólogo da Universidade Cornell), foi o autor principal de um artigo publicado na "American Sociological Review", mostrando que idosos solteiros têm o mesmo número de amigos e de discussões que seus pares casados e que têm mais probabilidade de socializar com outras pessoas.

As pesquisas também indicam que os pais casados têm mais chances de ficar em casa que as pessoas solteiras. Os moradores de grandes residências suburbanas muitas vezes se separam em quartos individuais para ficarem a sós. A imagem de uma família moderna reunida na sala, cada pessoa com seu smartphone, computador, videogame ou programa de TV próprio, já virou clichê.

Estar sozinho em casa não é sentido como viver numa cela solitária. A internet abre às pessoas um mundo de outras pessoas, informações e ideias e não parece distanciar as pessoas de conexões e amizades reais.

Hoje, nos Estados Unidos, cinco milhões de pessoas de 18 a 34 anos de idade vivem sozinhas, número dez vezes maior que em 1950. Porém, o maior contingente que vive sozinho é composto de pessoas na meia-idade: vivem sozinhas 15 milhões de pessoas que têm entre 35 e 64 anos. As que decidiram viver sozinhas disseram em entrevistas que optaram por isso porque concluíram que não há nada pior que viver com a pessoa errada.
  
Bill Marsh e Amanda Cox/The New York Times

Nas entrevistas que fiz, pessoas mais velhas que vivem sós expressaram uma preferência clara pela vida sozinha, que lhes permite conservar sua independência e integridade, e uma aversão clara por ir morar com amigos, familiares ou em um lar para idosos.

De acordo com pesquisas da socióloga Deborah Carr, da Universidade Rutgers, em Nova Jersey, 18 meses após a morte de um cônjuge apenas um em cada quatro homens idosos e uma em cada seis mulheres idosas se disseram interessados em se casar outra vez; um em cada três homens e uma em cada sete mulheres gostariam de voltar a namorar algum dia, e apenas um em cada quatro homens e uma em 11 mulheres gostariam de namorar imediatamente.

A maioria dos viúvos e divorciados mais velhos, homens ou mulheres, vive sozinha. De acordo com Kathleen McGarry, economista na Universidade da Califórnia em Los Angeles, "quando eles têm mais renda e podem optar como viver, optam por viver sozinhos. Eles compram sua independência."

Alguns idosos doentes de fato ficam perigosamente isolados, como constatei quando fiz pesquisas para meu livro sobre as centenas de pessoas que morreram sozinhas na onda de calor de 1995 em Chicago. Mas muitas pessoas acima dos 65 anos conservam sua independência por muito mais tempo do que faziam as gerações anteriores.

É verdade que as dificuldades na economia vêm forçando mais adultos jovens a viver com seus pais por não encontrarem bons empregos, mas nos EUA a parcela de pessoas de 20 anos a 29 anos que vive sozinhas caiu de 11,97%, em 2007, para 10,94%, em 2010. Ou seja, em geral, viver sozinho tornou-se mais comum em termos absolutos e proporcionais, no mundo.

Erick Klinenberg é professor de sociologia e autor de "Going Solo: The Extraordinary Rise and Surprising Appeal of Living Alone"